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Comer à noite engorda?

Ó dúvida que vai e vem…

Eis a questão, então! O tema surgiu no meu blog, porque meu namorado me mostrou um vídeo no YouTube do rapaz Denislees (nickname) que comenta um capítulo do livro “Não engula o chiclete!” dos médicos Aaron Carroll e Rachel Vreeman (veja o vídeo aqui).

Resumindo o vídeo, ou melhor o capítulo do livro, o que torna as pessoas obesas não é comer à noite, e sim fazer muitas refeições durante o dia todo.

Concordo! Pois a definição geral para obesidade é ter um desequilíbrio no balanço energético, ou seja, ter uma maior ingestão e um pequeno gasto energético. Comer mais do que o seu organismo queima calorias, engorda!

Mas não posso deixar de comentar que não podemos avaliar o fato “comer à noite” isoladamente. Pensemos nós que se uma pessoa tem uma alimentação regrada durante o dia, faz exercícios físicos regularmente e em algumas ocasiões (não diariamente) tem necessidade de jantar mais tarde (reuniões de job, encontro com amigos, namorado, etc.) ou após o jantar consome algo a mais – não “engordará” SE o consumo total da dieta não for superior ao seu gasto energético.

E se uma pessoa tem uma alimentação insuficiente ou inadequada (por opção) durante o dia (faz uma dieta restrita) e quando chega a noite ela consome por impulso (ás vezes, por transtornos alimentares). Se essa refeição noturna ocorrer diariamente, e com ela ultrapassar o gasto energético, aí sim haverá um quadro de ganho de peso.

Sem esquecer, daqueles que consomem pouco durante o dia, e à noite ingerem a mais, digamos que uma refeição mais farta do que o almoço. Mas ainda, não ultrapassam o gasto energético do organismo, nesse caso não haverá um ganho de peso.

Quero deixar claro que, o importante é o equilíbrio energético. Mas alguns alimentos proporcionam as mais diversas alterações no organismo. Por exemplo: alimentos ricos em fibras, ricos em proteína ou em gorduras terão uma digestão mais lenta; alimentos ricos em carboidratos simples (doces, sobremesas) terão uma digestão mais rápida e consequentemente serão absorvidos e transformados em gordura se acima do gasto energético diário. Enquanto o nível de açúcar está alto, o organismo se utiliza desta fonte de energia e inibe a utilização de gordura corporal como forma de energia. Durante o sono, o nosso corpo usa mais gordura corporal do que açúcar dos músculos e do sangue, como forma de energia. O ideal é permitir que o organismo trabalhe da forma natural.

Devemos cuidar com a composição e quantidade do jantar. Equilíbrio é a palavra chave.

Faço aqui um resuminho do que acontece durante nosso sono:

Primeira fase: libera-se melatonina que induz o nosso sono;

Segunda fase: há diminuição dos ritmos cardíacos e respiratório, é nosso “sono leve”, e os músculos começam a relaxar e a temperatura corporal cai;

Terceira e quarta fase: pico de liberação do GH (hormônio do crescimento) e da leptina (hormônio que controla a saciedade); o cortisol (hormônio do estresse) começa a ser liberado até atingir seu pico no início da manhã; é o que nos mantém sem fome durante a noite de sono inteira…e temos uma queima de gordura corporal…

Fase do sono: momento em que ocorrem os sonhos (estamos agitados, movimentam-se os olhos, estamos no pico da atividade cerebral), o relaxamento muscular atinge o máximo e temos aumento da frequência cardíaca e respiratória. Sonhos acontecem na última fase do sono, por isso temos lembranças do que sonhamos…

Espero ter ajudado…

Até mais!

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