Você está aqui: Home > Alimentação > Vegano, ser ou não ser!

Vegano, ser ou não ser!

coração vegano

A opção é muito boa para atingirmos uma excelência em saúde, uma alimentação saudável e para outros, uma vida sem explorar os animais tanto para produção de alimentos ou trabalho, confinamento deles. Mas essa experiência não é fácil e não se começa de um dia para o outro.

Ser vegetariano pode apenas significar que você tem uma dieta preferencialmente baseada em vegetais, mas você ainda pode consumir alimentos de origem animal. E ser vegano, é a restrição total. Evita-se qualquer alimento de origem animal e muitos seguidores também evitam utilizar ou usar produtos no dia-a-dia que possuam qualquer ingrediente ou substância de origem animal. Como por exemplo, não usar jaqueta feita com couro animal.

Mas recentemente li uma reportagem com um dos maiores ultramaratonistas do mundo o americano Scott Jurek. Este atleta abriu mão de qualquer produto de origem animal – incluindo ovos, leite e mel – e por causa disso e muito treino se tornou um dos maiores ultramaratonistas do planeta!

Ele escreveu um livro de memórias, Eat & Run: My Unlikely Journey to Ultramarathon Greatness (em tradução livre, “Comer e correr: minha improvável jornada em direção à excelência em ultramaratonas”), no qual conta como virou vegano e chegou aonde quis!

ultramaratonista vegano

Deixo aqui alguns trechos que achei mais interessantes da reportagem:

Minha mãe assava carne de porco, cozinhava frango e grelhava bife. Eu adorava a sopa de frango com macarrão e nada me deixava mais feliz que o purê de batatas besuntado com montes de manteiga. Quanto aos vegetais – com exceção de milho em conserva -, eu nutria um sentimento intenso e uniforme: detestava todos. Ninguém jamais poderia prever que eu cresceria para divulgar os benefícios de uma dieta à base desses alimentos.

Eu não estava comendo granola e salada porque queria um mundo melhor (isso viria mais tarde) ou para ser legal com as vacas. Ainda hoje, se precisasse, eu mataria e comeria um animal para sobreviver. Eu só estava começando a perceber que, quanto mais comia “comida de hippie”, mais forte me sentia. 

Eliminar os alimentos processados e carboidratos refinados não foi difícil. Carne e laticínios eram outros quinhentos. 

Na primavera de 1997, deixei de comer carne. Venci a Voyageur novamente. Em seguida, cortei os peixes. Ganhei a Voyageur uma terceira vez e cheguei em segundo lugar na minha primeira prova de 160 km, enfrentando as maiores feras mundiais. Quando finalmente virei vegano, em 1999, perdi uma camada de gordura – a camada resultante de comer biscoitos, bolos e pizzas de queijo que onívoros e até vegetarianos vivem devorando. Aprendi que podia comer mais, apreciar mais os alimentos (as frutas pareciam mais doces, os legumes, mais crocantes e saborosos) e ficar mais magro do que jamais fora na vida. Aumentei a ingestão de grãos integrais e legumes. Músculos que eu nem conhecia apareceram. Minha pressão arterial e o nível de triglicérides caíram como nunca, meu HDL, o chamado “bom colesterol”, disparou para a maior taxa de todos os tempos.

Leiam a reportagem inteira aqui no site da Revista Planeta Sustentável, ok? Boa leitura!

Responda

Seu email não será publicado

*